LUXURIA
ouvindo alto..bem alto...
Luxúria - Isabella Taviani Dobro os joelhos Quando você me pega, me amassa, me quebra, Me usa demais Perco as rédeas Quando você demora, devora, implora sempre por mais Eu sou navalha cortando na carne Eu sou a boca que a língua invade Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde Disfaça assim de mim Que eu gosto e desgosto, me dobro, Nem lhe cobro rapaz Ordene e não peça Muito me interessa a sua potência, seu calibre e seu gás Sou o encaixe, o lacre violado E tantas pernas por todos os lados Eu sou o preço cobrado e bem pago Eu sou um pecado capital Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo Surpreender seus movimentos Virar o jogo Quero beber o que dele escorre pela pele E nunca mais esfriar minha febre
- Postado por: viajante às 21h28
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chove???
Chove. Que fiz eu da vida ? Chove. Que fiz eu da vida? Fiz o que ela fez de mim... De pensada, mal vivida... Triste de quem é assim! Numa angústia sem remédio Tenho febre na alma, e, ao ser, Tenho saudade, entre o tédio, Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido, Que é dele? Entre ódios pequenos De mim, estou de mim partido. Se ao menos chovesse menos!
Fernando Pessoa
porque não chove nessa cidade?? aaaaaaaaaaaaaaaaaaa

- Postado por: viajante às 19h47
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